Adelino Pereira da Silva, do Conselho Nacional da URAP, esteve, dia 25 de Maio, na Escola Marquês de Pombal, em Lisboa, para falar sobre a situação de Portugal antes da revolução, da luta clandestina e do 25 de Abril de 1974, no âmbito de um projecto “Um dia cheirou-me a cravos …”e “À conversa com…”.
Organizada e preparada por sete professores da escola - destacando-se as professoras Ana Marques Russo (do Conservatório) e Lisete Sepúlveda – estiveram presentes duas turmas do 6º ano e uma turma do 8º ano. No total, cerca de 50 alunos, com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos.
Os alunos, muito participativos questionaram durante duas horas o orador sobre a vida clandestina; o Portugal de então; as desigualdades entre homens e mulheres; as fugas mais relevantes: de Dias Lourenço do segredo de Peniche, do colectivo de Álvaro Cunhal de Peniche e do colectivo de Caxias no carro blindado de Salazar; as torturas da PIDE; o regime prisional e como se passava o tempo na prisão; a guerra colonial e o 25 de Abril.


Josep Almudéver Mateu, nascido em Marselha, França, em 1919, o último dos 35.000 voluntários das Brigadas Internacionais vivo, que lutou a favor da República e contra o ditador espanhol Francisco Franco, morreu esta semana.
No âmbito da rubrica "Testemunhos", a URAP vai publicar em três fascículos (nos sábados 22 e 29 de Maio e 5 de Junho) a história da prisão de Luísa Vaz Oliveira, em Abril de 1970, estudante do 3º ano de Económicas no ISCEF, de Lisboa, e condenada a 21 meses de prisão pelo seu envolvimento no movimento estudantil antifascista. Luísa Vaz Oliveira, então com 22 anos, conta a tortura do sono que sofreu na sede da PIDE, na António Maria Cardoso, o isolamento em Caxias, os interrogatórios, a doença que padeceu na prisão, os fortes laços que estabeleceu com outras presas, o julgamento no Tribunal da Boa Hora. Um relato na primeira pessoa, para que a memória não se apague.
Vemos, ouvimos e lemos/Não podemos ignorar/Vemos, ouvimos e lemos/Não podemos ignorar/Vemos, ouvimos e lemos/Relatórios da fome/O caminho da injustiça/A linguagem do terror/A bomba de Hiroshima/Vergonha de nós todos/Reduziu a cinzas/A carne das crianças/D´África e Vietname/Sobe a lamentação/Dos povos destruídos/Dos povos destroçados/Nada pode apagar/O concerto dos gritos/O nosso tempo é/Pecado organizado.
A União de Resistentes Antifascistas (URAP) juntou-se ao Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), ao Movimento Democrático de Mulheres (MDM), e à União de Sindicatos de Viseu e levaram a cabo, dia 24 de Maio, no Rossio, em Viseu, uma iniciativa de solidariedade, exigindo o fim da agressão e da ocupação da Palestina.
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