A Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes do Porto organizou, dia 26, por videoconferência uma conversa sobre a Revolução de Abril, para a qual convidou Maria José Ribeiro da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, o Almirante Martins Guerreiro da Associação 25 de Abril, e o Comandante Marques Pinto da Associação Conquistas da Revolução.
Na conversa moderada por Leonor Barbosa, dirigente da Associação, que durou cerca de hora e meia, os militares de Abril falaram com grande vivacidade e conhecimento sobre os preparativos da Revolução, a importância do Programa do MFA, a que Martins Guerreiro designou de "carta constitucional", que, disse, procurou ir ao encontro dos interesses mais sentidos do povo português.
Destacou, entre eles, a liberdade, o fim da opressão, as condições para a construção de um país livre, desenvolvido, com justiça e paz, e o fim da Guerra Colonial.
Martins Guerreiro sublinhou a luta travada por milhares de portugueses durante os anos de ditadura e o entusiasmo da população nos dias 25 de Abril e 1º de Maio, que veio demonstrar o apoio popular imprescindível para a consolidação da acção militar.


No dia 1 do mês de Maio de 1936, Peniche acordou com inúmeras bandeiras vermelhas que flutuavam ao vento nos edifícios dos Correios e Telégrafos, na Capitania do Porto, no Posto da Alfândega, na Central Eléctrica, nas obras de construção do molhe oeste, e numa árvore próxima da Escola Velha.
O Núcleo de Almada da URAP encontrou-se, dia 24 de Abril, com crianças do "Estuário Colectivo" constituído por um grupo de moradores da Rua António Nobre, em Cacilhas, para falar sobre a Revolução de Abril e da liberdade e contar experiências de vida durante a ditadura fascista.
O Núcleo da URAP de Montemor-o-Novo comemorou o 25 de Abril de 1974 colocando faixas em três monumentos da cidade em homenagem aos democratas e antifascistas que ajudaram a construir a liberdade em Portugal e aos militares de Abril.
Na madrugada do dia 27 de Abril de 1974 os presos políticos foram libertados das fortalezas de Caxias e Peniche. Para celebrar a vida e a luta pela liberdade e pela democracia desses homens e mulheres, a URAP organizou, 47 anos depois, uma excursão a essas duas cadeias do fascismo.
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