O Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, conta agora com diverso material tal como tairocas feitas pelos presos do Tarrafal, para se protegerem da terra escaldante do campo de concentração em Cabo Verde; uma caixa de madeira para guardar tabaco em folhas, para ser enrolado em papel para tabaco; crachás da PVDE; fotos; depoimentos de presos; chapas para impressão de documentos da Comissão de Socorro aos Presos Políticos.
Este material, pertencente à União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), foi entregue em depósito, dia 11 de Maio, em Peniche, por Marília Villaverde Cabral à coordenadora do Museu Nacional Resistência e Liberdade, Teresa Pacheco Albino.
Parte integrante do espólio da URAP, estes objectos pertenciam à Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, de que a URAP é herdeira, e incluem ofertas de ex-presos políticos das várias cadeias do país e do Tarrafal.
A cerimónia decorreu no âmbito do Protocolo de Cooperação entre o Museu Nacional Resistência e Liberdade e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses, assinado a 16 de Julho de 2020.


O ex-preso político e dirigente da URAP José Pedro Soares foi eleito, dia 5 de Maio, pelo Conselho Directivo, para o biénio de 2021/23, para o cargo de coordenador da organização, após a Assembleia Geral de 10 de Abril, substituindo assim Marília Villaverde Cabral.
Marília Villaverde Cabral, nascida em Lisboa a 24 de Junho de 1942, desempenhou o cargo desde 2012, e é agora vice-presidente da Assembleia Geral.
O núcleo da Moita da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) e a Câmara Municipal da Moita promoveram, dias 28 e 30 de Abril, duas sessões de cinema que abordam os temas do 25 de Abril e do período revolucionário.
Uma delegação da URAP, encabeçada por Carlos Mateus, do Conselho Directivo, esteve presente na abertura da exposição "As Mulheres, os Sonhos e a Luta", promovida pela Imargem - Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada, em parceria com o MDM de Almada.
Representantes dos Núcleos da URAP do Barreiro e da Moita, da União dos Sindicatos de Setúbal e ainda o antigo preso político de Caxias e Peniche Faustino Reis organizaram um Acto Público Antifascista no Largo 3 de Maio, no Alto do Seixalinho, Barreiro, de evocação da luta e da repressão de 3 de Maio de 1970.
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