O livro "Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo", a última edição da URAP, foi apresentado por Vítor Dias, ex-preso político e membro do Conselho Nacional, dia 24 de Novembro, no Ateneu de Coimbra.
Já no dia 13 de Novembro, o livro fora apresentado na Amadora, numa iniciativa do núcleo local, por Adelino Silva, também ele ex-preso político e membro do Conselho Nacional
Com uma capa na qual se vê Albina Fernandes e o seu filho Rui Pato, uma das muitas crianças detidas com os pais nas cadeias do fascismo, este livro é um estudo sobre a mulher sob o fascismo, nas cadeias e na participação em três fugas, nas lutas sociais e nos combates pela democracia.
O livro divulga ainda as organizações femininas existentes à época, cartas às organizações femininas e democráticas do mundo inteiro; fala das mães que caminharam para as prisões, de diversos aspectos da vida prisional e publica uma crónica de um tempo sombrio.
Termina com a chegada de Abril, da liberdade, da democracia, do reconhecimento legislativo da igualdade – na prática ainda não totalmente conquistada - e fornece alguns dados estatísticos para os anos de 1934 a 1974.


"A União de Resistentes Antifascistas Portugueses, como organização que congrega homens e mulheres que resistiram durante o fascismo, e outros mais jovens que lutam para que este não volte a Portugal, organizou esta sessão para celebrar o centenário do Partido Comunista Português, a força que exemplarmente se bateu, como nenhum outra, décadas seguidas, contra o regime fascista”, afirmou o coordenador da URAP no auditório da Escola Secundária de Camões, em Lisboa.
A URAP conduziu uma visita de um grupo de cerca de 30 pessoas, dia 17 de Outubro, promovida pela Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, ao Museu Nacional Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche.
Francisco Lobo, resistente antifascista, ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, que pertenceu à direcção da URAP e foi director do Boletim, morreu dia 27 de Novembro, no Barreiro, de onde era natural, aos 90 anos.
Firmino João Martins, sócio da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), lutador antifascista e membro do Partido Comunista Português, morreu dia 12 de Novembro, em Albufeira, Algarve, aos 96 anos.
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